Na última quinta-feira, 4 de fevereiro, a Assembleia Legislativa se preparou para receber a mensagem do executivo e o próprio governador José Maranhão (PMDB), que havia encaminhado suas mal traçadas linhas pelo secretário chefe da Casa Civil na segunda-feira, quando a Casa iniciou os trabalhos legislativos.
Pois, Maranhão mais uma vez faltou. Em seu lugar, mandou o secretário de Planejamento, Osman Cartaxo, que leu, por volta das 14h30, o texto de Maranhão, respondeu algumas perguntas dos deputados, deu entrevistas e foi-se embora.
Os repórteres, ávidos pelo momento de encontro do governador com a feroz bancada de oposição, se recolheram ao comitê de imprensa para redigir textos menos suculentos do que esperavam.
Quando as luzes do plenário já estavam apagadas e apenas os enviados de sites noticiosos ainda se encontravam dando suas últimas tecladas para apertar a tecla de send e se livrar da tarefa, eis que surge uma repórter escogitada à procura de uma de suas matérias do dia.
- Cadê o governador? Cadê o governador? - perguntou a moça aos berros.
Ao mesmo tempo, os jornalistas que estavam no comitê levantaram os olhos, estupefatos não apenas com o atraso de aproximadamente duas horas da repórter, mas com a falta de atualização em relação à ausência de José Maranhão.
- Maranhão não veio. Mandou o secretário Osman Cartaxo. Ele já saiu faz tempo. A sessão já terminou - sentenciou um dos webjornalistas presente.
Sábado, Fevereiro 06, 2010
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