Completando uma semana de circulação, o impresso JÁ, do Correio da Paraíba, tem sido, segundo vários donos de banca de revistas, um sucesso de vendas. Com mulheres seminuas dividindo o espaço com cadáveres, sangue e toda sorte de temas grotescos, o jornalzinho de R$ 0,25 faz os estômagos dos jornalistas revirarem, mas agrada o povão.
O irônico disso tudo é ele ter sido gerado justamente durante a editoria do jornalista Walter Galvão, conhecido como um dos baluartes da intelligentsia paraibana.
É difícil imaginar uma reunião de pauta com citações de Platão e Sócrates antecedendo a escolha da desgraceira que ilustrará o JÁ no dia seguinte.
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5 comentários:
A melhor coisa desse jornal seria um vídeo ou um áudio em que se lesse os títulos dessas matérias com a maior seriedade do mundo, como se fosse o 'Jornal Nacional': "Maluco mata três com um faca peixeira".
O pior mesmo foi ouvir o pessoal do Correio Debate (Josival, Gutemberg e cia) anunciarem no dia do lançamento dizendo que era uma leitura de qualidade, uma leitura que o povo paraibano iria gostar e que ia ser um sucesso de vendas.
Tudo bem que são funcionários e dependem do emprego, mas defender a idéia de que o jornal é bom para a Paraíba e quem tem qualidade... que decepção... eu sinceramente não vejo o que esse jornal adiciona...
Adiciona sim, Paulo. Afinal, de 0,25 e 0,25 é que a galinha enche o papo.
Claudia, procurei não entender a relação que vc quis fazer entre o teor qualitativo do informativo em questão e a inteligência do moço que comandou o processo de criação. Saiba vc que esse estilo jornalístico advindo atualmente dos sulistas "Meia Hora" e "Extra" é coisa de gente superinteligente que faz do linguajar popular brilhantes charadas visuais e ainda que formada por uma linguagem que de certa forma remete-nos à palavras grosseiras e vulgares, as manchete tornam-se títulos intrigantes e causadores de risos o que denota o poder criador da linguagem ao fazer uma abordagem inusitada do ocorrido. Sendo assim, se o "Já" conseguir o que é feito nos referidos jornais: explorar o fenômeno semântico da polissemia corresponde, que a multiplicidade de sentidos que uma frase pode comportar, vai mesmo cair no gosto do povão. Fui claro?????
ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha,ha....
foi Galvão quem escreveu isso?? ha,ha,ha,ha,ha.....
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