Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

Feira livre

Do Monsenhor João Eudes Batista sobre a migração de católicos para religiões protestantes:

"Antes, nós éramos a feira toda. Hoje, somos uma barraca. Nossa intenção é oferecer o melhor, mas nem sempre conseguimos. Às vezes, o vizinho acolhe melhor, é mais receptivo. Isso serve de alerta, mas devemos respeitar a liberdade de escolha dos cristãos".

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

Naftalina

A festa oferecida pelo senador José Maranhão à Imprensa na Casa de Recepções Tia Nila pareceu mais um comício que propriamente uma confraternização. Além de faltar Imprensa e sobrar aliados e ex-secretários, o tom de discurso de campanha chegou a ser enfadonho para muitos.
Um dia depois do evento, o comentário na cidade era que a sala usada para a festa ainda exalava um cheiro curioso de naftalina tamanho o comparecimento de medalhões da Política paraibana.

Um colaborador do Parem as Máquinas se disse surpreso com a presença de João Madruga (lembram dele?), ex-presidente da PB-Tur, por causa dos três anos fora do convívio social pessoense.

Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

Do outro mundo

O jornalista Agnaldo Almeida não esconde seu medo de assombrações. Em conversa com o senador José Maranhão, relatou um dos truques que utiliza para enrolar as "almas".

- Tenho um medo danado de ficar só em casa. E mais ainda quando falta luz. Um dia desses, esqueci meu cigarro no quarto e fiquei na cozinha com medo de ir até lá buscar por causa das almas. Aí, desenvolvi uma técnica. Alma é covarde mesmo. Basta a gente pegar o celular e fingir que está falando com alguém que ela não aparece. Nessas horas eu sempre faço de conta que estou ligando para Petrônio Souto. A conversa dura o tempo de eu atravessar o corredor, buscar meu cigarro e voltar.

José Maranhão, apesar do olhar menos crédulo que o do jornalista, solidarizou-se com sua angústia:

- Agnaldo, você só não tem mais medo de alma do que o saudoso Humberto Lucena. Esse procurava alma até dentro de gaveta!

Primeiro lugar na Transilvânia

Tem um candidato a deputado estadual que promete adotar como slogan uma frase agradável aos funcionários do Hemocentro e aos moradores da Transilvânia. Quem já não ouviu o recorrente "sangue novo na política?".

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Para quem vai a sua bengalada?

O governador Cássio Cunha Lima esteve hoje no Sistema Correio de Comunicação, local que passou a freqüentar com assiduidade a partir deste ano. Em entrevista ao Correio Debate, foi instigado por um ouvinte a dizer para qual político distribuiria uma singela bengalada como sinal de repreensão por uma conduta inadequada.

Resposta do Governador: "Na democracia, esse expediente agressivo não cabe. Até porque nenhum parlamentar paraibano se envolveu nos escândalos que levaram à bengalada em José Dirceu. Houve apenas o caso do senador Ney Suassuna, citado em denúncia do Ministério Público Federal por corrupção, mas não será com bengalada e surra que serão resolvidos os problemas da Paraíba".

Quem canta...

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, roubou a cena durante a festa de confraternização da Prefeitura com a Imprensa na noite de ontem na Bella Casa, no Bessa.

A foto registra o momento em que Manoel subiu ao palco para exibir seus dotes artísticos, cantarolando sucessos da Jovem Guarda e alguns forrós.

Manoel dedicou uma de suas performances, "Caboclo Sonhador" ao prefeito Ricardo Coutinho e lembrou que a música era uma das preferidas da equipe durante a campanha do ano passado.

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Bilhete azul

O jornalista Everaldo Ricardo foi demitido ontem do Jornal O Norte. No aviso prévio encaminhado pelo Departamento Pessoa consta apenas que a empresa não necessita mais dos serviços dele. Everaldo está cumprindo aviso prévio e deve se desligar dos Associados no dia 19 de janeiro.

Puliça é otoridade

O jornalista José Valdez, da TV Correio, foi abordado gentilmente por uma blitz na noite de ontem no bairro do Valentina Figueiredo. Em companhia de algumas parentes, ele acabava de fazer compras em um supermercado da capital quando os policiais pediram para que parasse e mostrasse os documentos do carro e sua identificação pessoal.

Os policiais também pediram para que o jornalista descesse do automóvel para ser revistado. Ele obedeceu e sugeriu que as passageiras também passassem pelo procedimento. A partir daí, o tratamento vip se acentuou. Os policiais, segundo contou Valdez, abriram a mala do carro e botaram sua pasta de cabeça para baixo, misturando papéis, documentos e compras.

Restava ao jornalista reclamar. Foi o que ele fez. Afirmou que os policiais poderiam revistar sua pasta, mas "não poderiam fazer bagunça".

Um delegado cujo nome ele não soube informar, ameaçou: "Não embaçe, não, senão vai todo mundo para a delegacia", disse a otoridade.

Nem para a mamãe

Do presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Severino Paiva (PT), respondendo à indagação sobre o fato de seu partido apoiar a administração de Ricardo Coutinho e ele ser de Oposição:

- Apoio incondicional eu não dou nem para a minha mãe.

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Hildevânio: Toma que o filho é teu

O presidente municipal do PT, Hildevânio Macedo, desvencilhou-se hoje de assumir a dívida do partido para com o publicitário Stalimir Vieira, responsável pela Mídia do candidato Avenzoar Arruda em 2004. Na semana passada, o presidente estadual da legenda, Frei Anastácio, chegou a dizer que o débito seria de responsabilidade da instância municipal.

- Eu não sei de dívida alguma. Acredito que Frei Anastácio tenha se equivocado. O débito para com Stalimir deve ser resolvido pela coordenação de campanha de Avenzoar Arruda, ou seja, o próprio ex-candidato, o deputado estadual Rodrigo Soares e Éder Dantas - disse Hildevânio Macedo.

Ao Parem as Máquinas ele ainda acrescentou não ter recebido prestação de contas do ex-dirigente municipal do partido, Hamurabi Duarte: "Não tivemos esses dados e estamos gerenciado o PT de João Pessoa a partir da arrecadação que temos de agora em diante", afirmou.

Em janeiro

Janeiro será um mês de mudanças nas emissoras de rádio. Não somente pela ida de Tony Show para a 100.5. Um outro famoso comunicador paraibano deve transferir sua freqüência no dial para a avenida Monsenhor Walfredo Leal.

Casa nova

O multimídia Tony Show está admitindo fortemente a possibilidade de mudar-se da FM O Norte para a Rádio 100.5 FM, de Santa Rita. Ontem mesmo foi visto conversando com a empresária Raquel Maroja e com a deputada Estefânia Maroja sobre os acertos para estabelecer-se na emissora.

Na linguagem da informática, vai precisar dar um "up grade" no transmissor da 100.5, já que o sinal da rádio apresenta problemas em vários bairros de João Pessoa.

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Mataram Domiciano, que continua vivo

Uma emissora de rádio de João Pessoa divulgou no início da manhã a suposta morte do deputado federal Domiciano Cabral. Informou, inclusive, que o parlamentar teria sofrido um ataque cardíaco fulminante.

O vereador Bosquinho, afilhado político de Domiciano, foi acordado às pressas por familiares para obter informações sobre o caso.

Passado o mal entendido, Bosquinho informou que Domiciano, em plena saúde, estava dormindo e respirou aliviado: "Ufa, pensei que tinha ficado órfão".

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Prêmio AETC

A blogueira que vos tecla obteve ontem o primeiro lugar no Prêmio AETC 2005 na categoria Jornalismo na Internet.

Desnecessário seria dizer da minha felicidade, mas indispensável é reconhecer a importância de um prêmio de jornalismo para os veículos online, nos quais a rapidez e a agilidade de conteúdo nos torna menos propensos a produzir matérias investigativas ou mais trabalhadas, de uma forma geral.

A matéria vencedora do AETC na categoria Jornalismo na Internet foi sobre o Caso Geraldinho e as circunstâncias que levaram à morte do adolescente deixado na porta do Hospital Samaritano, em João Pessoa. Para ler o texto, clique aqui. Maurício Melo, meu amigo e companheiro de trabalho no Paraíba.com.br ficou com o terceiro lugar com "Bode é Rei no Cariri Paraibano" e a jornalista Isabella Garcia obteve o segundo lugar com "“Terapia Humanizada: violino, coral e ginástica mudam a rotina do Hospital Santa Isabel”.

Depois do prêmio, recebi um voto de aplauso do vereador Luciano Cartaxo, e a menção do vereador Valdi Dowsley (Dinho) hoje na Câmara Municipal. Agradeço a todos, mas especialmente aos amigos que compartilharam comigo essa alegria. Obrigada pela força!

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Incidente no PSS 2006

Um fiscal de provas teve uma crise nervosa durante o domingo, 11, primeiro dia do Processo Seletivo Seriado, em João Pessoa. O professor teria começado a correr dentro de uma sala de aula no conjunto dos Bancários. A confusão atemorizou os candidatos que respondiam aos testes e durou cerca de meia-hora, tempo suficiente para que um irmão do professor chegasse e o convencesse a ir embora.

O presidente da Coperve, professor João Lins, confirmou o incidente ao Parem as Máquinas, mas não quis dar maiores detalhes: "É uma questão muito delicada que envolve a doença de um professor. Não acredito que tenha atrapalhado o desempenho dos candidatos que estavam na sala de aula fiscalizada por ele, que foi afastado da função".

Domingo, Dezembro 11, 2005

Meu querido defunto

Essa aconteceu nos arredores de Campina Grande: Um político paraibano, em plena campanha, época propícia para a emergência de nobres sentimentos, foi abordado por um popular e convidado a comparecer a um velório em uma residência simples nas redondezas da Rainha da
Borborema.

Ávido por votos, mas sempre disposto a demonstrar seu sentimento de condolência e solidariedade cristã, lá se foi o aspirante a deputado.

Chegou no local onde o corpo era velado e já se pôs a tagarelar sobre as qualidades do defunto:

- Eliomar era um homem de bem. Muito simpático, simples, popular. Jogava bola comigo, empinávamos pipa, disputávamos partidas incansáveis de damas na esquina. Era um homem forte, de muita saúde. Não sei como isso foi acontecer!!!!

Os parentes e amigos, aglomerados no velório, já olhavam de soslaio para o político, mas ele não se intimidou e perguntou:

- Onde está a viúva? Quero cumprimentá-la e apresentar-lhe minhas condolências. Estou às ordens para o que precisarem.

Um assessor do intrépido político notando o clima de estranhamento, teve o cuidado de dar uma espiadela no caixão. Para reverter os efeitos da gafe monstruosa, soprou no ouvido do parlamentar:

- Doutor, Eliomar é uma mulher. E agora????

Sem uma idéia melhor para contornar a roubada em que havia se metido e com medo de sofrer uma agressão por parte dos familiares, o político apressou-se em juntar seus assessores e dar o fora dalí mais rápido que urgentemente.

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

Emily Rose

Ver "O Exorcismo de Emily Rose" foi uma das idéias infelizes que tive nas últimas semanas. Não significa que o filme seja ruim. Ao contrário. Mas, para uma criatura tensa como eu, foi uma paulada na moleira. Saí da sala de exibição enxergando o capeta e seus representantes por todos os lados.

É um filme sobre fé. Aliás, o julgamento da fé é o foco central. O exorcismo é atraído para o roteiro para subsidiar a problemática maior que é o "acreditar" ou não em Deus, no Diabo e em suas manifestações.

Baseado em fatos reais acontecidos na década de 70, na Alemanha, com Anneliese Michel, a narrativa mostra o drama de Emily Rose (Jennifer Carpenter), uma jovem católica de 19 anos que se diz possuída pelo demônio e pede ao padre Richard Moore para exorcizá-la. Em um ritual desesperador, a moça morre e o religioso é acusado de homicídio.

Para a defesa do padre, arregimenta-se uma advogada ambiciosa e agnóstica, Erin Bruner (Laura Linney). Mas, para representar seu cliente ela tem que estudar fatos não muito comuns aos tribunais e menos ainda às suas convicções.

A falta de fé de Erin é um fenômeno comum da modernidade. Quando pondera sobre a possibilidade de Emily ter realmente morrido por causa da possessão demoníaca, ela se indaga o por quê de uma jovem católica ficar vulnerável a um sofrimento tão intenso e degradante. A resposta vem do sobrenatural: Emily teria sido um veículo para provar à humanidade que o Mal existe e pode assumir formas físicas.

Depois desta "revelação", fiquei pensando em como o Diabo adota estratégias eficientes para propagar o Mal. Nos dias atuais, seu maior esforço está concentrado em desmoralizar Deus. O mais impressionante é que ele está conseguindo.

As duas maiores frentes representantes do Bem estão minadas por escândalos. Enquanto os padres católicos se vêem envolvidos em denúncias globalizadas de pedofilia, os evangélicos são invadidos por "pastores caça-níqueis" e empresários da fé. Podem não ser maioria, mas fazem um grande estardalhaço e põem em cheque as instituições às quais estão ligados.

Para nortear quem se atrever a assistir, tem cenas desagradabilíssimas, como todo filme sobre possessão, apesar de ser mais ambientado no tribunal que no quarto onde Emily agoniza.

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Ai, ai, ai, titia

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, irritou-se outro dia com aquele famigerado apito que reproduz o som de uma criança chamando pela tia. Depois de perder a concentração repetidas vezes em seu gabinete, Manoel foi à janela repreender um rapaz que reproduzia continuamente, na calçada do Paço Municipal, o irritante "Ai, ai, ai, titia".

- Ô, meu filho, pelo amor de Deus, vá procurar sua tia bem longe daqui!!!!

Sábado, Dezembro 03, 2005

Vândalos cortaram os fios de transmissão da TV Paraíba

Os telespectadores de Campina Grande foram surpreendidos ontem com a transmissão direto de João Pessoa do JPB 2ª Edição. Isso porque vândalos cortaram os fios de transmissão da emissora, tirando-a do ar por quase 30 minutos, justamente na hora do telejornal. A solução foi substituir a veiculação local pelo programa gerado da capital.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Pedofilia na tela

A TV Correio usou um recurso para embaçar a imagem (desculpem a ignorância, mas desconheço a nomenclatura televisiva), mas mostrou no Cidade Alerta PB cenas explícitas de abuso sexual cometido pelo comerciante José Célio Henrique, de 52 anos. Foi possível perceber três situações distintas e desconcertantes.

Bodegas da Educação

"Hoje em dia qualquer um pode abrir uma bodega na esquina e chamar de universidade. Por isso que há tanto bodegueiro por aí. Tem faculdade até em shopping center".

Da professora Aparecida Ramos, presidente da Associação dos Docentes da UFPB, reclamando dos salários pagos aos docentes de nível superior da rede pública de Ensino e criticando a Reforma Universitária, que, segundo ela, privilegia os "bodegueiros".